Education in emergencies
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Apelo a uma intervenção urgente para salvar a educação em emergências
O conflito armado no Norte de Moçambique desencadeou uma grave crise de direitos da criança, deixando 441.721 crianças e 5.365 professores em necessidade urgente de apoio humanitário à educação, com 138 escolas fechadas e 82.800 crianças com a sua aprendizagem interrompida. Apesar da escala crítica desta emergência, o financiamento humanitário para a educação tem diminuído alarmantemente nos últimos quatro anos, caindo de 37,5% de cobertura em 2022 para apenas 5,1% em 2025, marcando o nível de financiamento mais baixo em todos os clusters humanitários. A Save the Children, juntamente com os seus aliados, exige, portanto, uma ação urgente de doadores, agências da ONU e partes interessadas governamentais para demonstrar o seu dever de cuidado e compromisso em reverter esta situação, proteger o direito das crianças afetadas pelo conflito a uma aprendizagem segura e ininterrupta, e prevenir impactos intergeracionais a longo prazo resultantes da falta de educação.
Dia Internacional de Proteção da Educação contra Ataques: Aumento da Proteção das Escolas em Moçambique
No Dia Internacional para a Proteção da Educação contra Ataques, a segurança e proteção de crianças e do pessoal da educação nas escolas em Moçambique permanecem uma prioridade nacional face aos conflitos em curso e ao crescente impacto das alterações climáticas. Com base nos dados da Matriz de Rastreamento de Deslocamento da OIM, mais de 600.000 pessoas foram deslocadas devido a conflitos no Norte de Moçambique, incluindo mais de 320.000 crianças, tornando a urgência de uma resposta coletiva e robusta maior do que nunca. Estimativas de dados mostram que mais de 110.000 crianças não estão a frequentar a escola, realçando as graves ameaças ao seu direito fundamental à educação. Os desafios são agravados por frequentes desastres naturais cíclicos, que perturbam ainda mais a aprendizagem.
RESPOSTA DE EMERGÊNCIA EM CHIURE, CABO DELGADO
A violência em Cabo Delgado deslocou dezenas de milhares de pessoas, com mais de 49.000 a chegarem ao distrito de Chiúre, onde uma organização lidera uma resposta humanitária abrangente. Esta resposta inclui reunificação familiar, apoio psicossocial, rastreio nutricional, vacinação e distribuição de bens essenciais. Contudo, as necessidades crescem a um ritmo alarmante, superando os recursos e exigindo mais ajuda para proteger crianças e famílias vulneráveis.